quarta-feira, 27 de outubro de 2010
dois
Um beijo com todo amor, amado. Sempre lhe amando.
Segredo
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
O que for, é

quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Flores para você
Não há quem entenda. Mentir tornou-se fácil e prático. Útil também. Não existe mais o medo de magoar o outro, porque só o que importa hoje é você mesmo. E que se dane aquele que lutou com e por você, que amou você de todas as formas possíveis e impossíveis, que se deitou na lama só pra você passar por cima e não se sujar, que chorou toda e cada lágrima para que você não sofresse, que lhe fez doação dos sorrisos só porque ama ver você sorrir, que apanhou por você, que esqueceu todas as dores próprias só para lhe ajudar a resolver os problemas - mesmo que pequenos. Tanto faz, porque se fez isso, então foi escolha dessa pessoa, você não a pediu nada não é?! Afinal, toda dor e lágrima que saía de você não era um pedido de "por favor, me tira desse abismo". Amar não é mais importante. Machucar o próximo, é. Isso lhe dá prazer e você ama como rastejam aos seus pés.Se há alguém do seu lado sangrando, você o manda ir a merda. Até porque, não foi você quem o feriu. Só importa à você qualquer atitude do outro, se essa for de adoração a sua pessoa, se tal ser vive por você - e morre também, aos poucos.
Hipocrisia, falsidade, mentiras, banalização, idiotisse: são essas palavras, as características do nosso mundo, dessa sociedade que inferniza a vida do outro e se acha no direito de rir da cara dele quando o mesmo implora para parar.
Pensar em si não é pecado ou qualquer coisa capaz de lhe mandar ao inferno - que, no fundo, significa continuar neste mundo pobre e podre -, mas pensar APENAS em si, é. E não devemos mudar isso com medo do preço a ser pago, mas sim por ter certeza de que sofrimento nenhum é bem vindo e não se deve desejar qualquer tipo deste ao outro, mesmo este outro seja cheio de defeitos e erros. Você também é!
Então faça o favor de parar de pisar, chicotear, maltratar - com palavras ou braços - o próximo. Ame, ame muito. O amor é o único que pode nos salvar de todo mal. E amar não é piegas ou chato. Amar é tudo o que faz esse mundo, melhor.
domingo, 26 de setembro de 2010
Apenas o fim
Ele deitou no colo dela e escutava com atenção toda palavra que saía da sua boca. Sorriu quando ela falou que amava o jeito dele se atrapalhar todo ao tentar falar que a queria sempre perto. Ela perguntou o que o fez se apaixonar por alguém que nada combinava com ele, e o rapaz respondeu que o difícil sempre o atraiu mais. Saíram andando sem rumo nem razão e se abraçaram umas milhões de vezes só porque desejavam entender o que acontece quando a gente quer sonhar mais. Ele mexeu mais uma vez no nariz dela que tanto amava; ela passou as mãos no cabelo dele, porque adorava como os fios pareciam raios do Sol iluminando. Falaram sobre como odiavam algumas manias do outro. Ele disse que ela assistia filmes demais e, portanto, vai passar a eternidade achando que um dia vai encontrar um carinha bonito, legal e inteligente que a ame muito e não vai perceber que ela já o achou: ele, tirando a parte do bonito, afinal ele sempre se achou sem muita graça. Ela disse que ele era infantil demais por causa do seu vício banal em video games e um dia vai pirar de tanto apertar botõeszinhos chatos. Se abraçaram mais e ela disse que tinha de ir embora. Dessa vez, de vez. Ele não entendeu, ou entendeu tão bem que pediu pra ser mentira usando o seu não-brinca-assim da vida toda. Ela falou sobre como amava o all star velho e meio rasgado dele; ele disse que o que mais irá fazer falta dela é a vontade repentina e louca de tomar fanta uva e criar possíveis fins para eles juntos, ou para cada um, ao fim das tardes melancólicas. Ele perguntou quem era, enfim, o homem (Chico ou Jon Bon Jovi) mais bonito do mundo para ela, porque não havia pessoa lúcida no mundo que poderia achar os dois, e ela respondeu que esse era o ponto: não existia lucidez alguma, do contrário ele não teria a aguentado por muito tempo. Ele sorriu confirmando. Ela disse que chegara a hora. Ele falou sobre o quanto a amava e pediu mais uma vez para que ela ficasse e prometeu o mundo. Ela disse que se precisasse de promessa alguma, só desejaria tê-lo. Ele chorou duas ou três lágrimas e disse que essa fora a primeira vez que ela o viu chorar e, então, a última. Ela o abraçou e beijou e amou mais do que nunca, que era pra não esquecer o quanto eram um pro outro. Ele a fez prometer que ela continuaria criando finais mirabolantes e lindos ou trágicos sobre os casais desse mundo. Ela sorriu e disse que o amava. Ele se sentou na escada, onde dava pra vê-la indo não sabe pra onde, e passava pela sua cabeça qualquer música do Los hermanos. A partir daí, só o fim.(Imagem do maravilhoso filme Apenas o fim do Matheus Souza, no qual foi baseado o título e partes do texto)
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Meus devaneios de sempre, de nunca

Sentei na velha calçada de sempre, agarrada ao café quente pra esquecer do frio que fazia, ou da solidão que tinha naquela noite. Li as últimas páginas dum livro recomendado por um amigo anos atrás, sorri por não sei o quê e fiquei observando o tempo passar do lado de fora de mim.
Engraçado como existiam passos rápidos e frios, rostos demonstrando o mesmo: falta, falta de paciência ou de tempo. Só lembro de uma pessoa se virar ao meu encontro e sorrir, quase não sorrindo, mas o fez. Era uma criança com no máximo 3 anos, que a mãe puxava pela mão com tanta força quase capaz de arrancar-lhe o braço. Tomei mais um gole do meu café e tentei entender como é que se chega a isso. Porque se tem um coisa que eu sempre repudiei é falta de paciência. Gosto dos meus dias calmos, acompanhados de cafés ou vinhos e as gargalhadas cheias de vida e sutileza soltas ao ar com os amigos.
Então, se isso de não ter tempo ou qualquer outra coisa que eu ame ter for o destino miserável de todos nós, decido procurar Peter e ir com ele para a Terra do Nunca. Sei que pareço boba ou criança, mas só pra deixar bem claro: eu sou sim, no fundo sou e quero sempre ser. Perder isso de sorrir mesmo sem motivos, gostar de compartilhar o futuro e abraços, sentir entrando em mim o cheiro dos dias - cada um com o seu, me trazendo uma boa lembrança - não me faz bem nem em pensar. Por isso procuro falar calmamente, quase parando, andar assim também e sorrir pra quem quiser um sorriso.
Hoje vou ver o sol iluminando a cidade, e a chuva no fim do dia molhando meus pés, cabelos, olhos e alma por inteira. Pra não perder a beleza da vida e essa vontade de cantar aos quatro ventos que está tudo azul. Tudo, tudo, tudo, imensamente, azul.
(Imagem: do lindíssimo filme O fabuloso destino de Amélie Poulain. Aproveitando para agradecer quem o recomendou)
sábado, 18 de setembro de 2010
O meu amor
Antes possuía um escudo. Um escudo que me protegia a qualquer momento de seus olhares furtivos, sugestivos e inevitavelmente tentadores. Este escudo me impedia de me encantar por ti, de te olhar com outros olhos - aqueles vindos do coração, sabe? E não por você me oferecer medo ou perigo, mas, por assim ocorrer com meu coração. Este tinha medo de entregar-se a ti e judiares com ele, o tratar com um desprezo (daqueles que quando queres poucas pessoas sabem dar). E dói... como dói.
Porque, não sei, mas, resolvi tentar. E no momento que abaixei e retirei da minha frente toda a proteção, fui totalmente envolvida por laços que pareciam vir de outra vida e que ligava a minha (vida) totalmente a sua. Hoje já não tenho segredos contigo, e, mesmo que quisesse, não conseguiria ter. Parece que lês meus sorrisos, penetra nos meus olhos e enxerga minha alma, numa simples percepção. Nenhuma pessoa jamais possuiu esse dom. Além de minha mãe, mas... Mas contigo é completamente diferente. Nada no mundo compensa mais viver do que estar inteira entregue aos olhos e braços e sorrisos de amor - seus. E, querido, nada mais há para dizer à não ser que te amo, e amo tanto que di(go)ria de qualquer forma precisa.
Y.
Te abraço, te preciso, te amo.
“Eu não tenho cabelos vermelhos e o meu vestido não é amarelo. Eu sou só uma menina invisível, deitada na grama invisível que a moça que não sabia desenhar, não desenhou. Aquele é o menino que eu não lhe falei. Ele sempre está preso num único instante; o instante em que o moço que sabia desenhar, o desenhou.
O balão que subia as nuvens, com várias crianças chamando, teve de desviar o caminho, pois não fazia parte desse desenho. O avião que trazia uma faixa, com linda declaração de amor, teve de mudar a rota, pois neste céu azul é que não foi desenhado. O pombo-correio que veio voando de fora da imagem, bateu o bico na borda e caiu. Por isso, o menino está sempre só.
Se as crianças do balão não conseguiram. Se o avião também não conseguiu. Se nem o pombo-correio teve sucesso, como é que eu, uma menina invisível, feita de palavras, poderia chegar até ele? Foi o que passei dias e dias pensando. Então, numa de minhas viagens, ouvi dizer que uma imagem valia mais do que mil palavras. Não tive dúvidas. Abri a oficina invisível, acendi as luzes transparentes e comecei a construir este imenso abraço de palavras. De mil e duas palavras. Para, um dia, entregar a ele.”
Textinho lindíssimo da Rita Apoena
sábado, 11 de setembro de 2010
Blue
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Encantador(a)
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
E a tenho.
E a tenho. Porque esse feito deveria ser sempre meu. Se algo pudesse me definir, se um objeto fosse seria Aquele que guarda, que protege, dentro - do coração.
F.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Único
O café na praça fechou. Isso me fez chorar alguns dias. Não pela vista, pelo pontinho de luz quente no meio da praça fria, pela minha sensação de home sweet home no meio da rua, da cidade, do (meu) mundo; mas pelo café quentinho que me faz(ia) tanto lembrar você.
Fui obrigada a me mudar para cá. Não recebo mais tantos sorrisos furtivos - para falar a verdade, acho que esse foi um doi motivos maiores que me levou a te escrever novamente - mas estou em frente a um violão lindo, como aqueles que faziam você largar a minha mão e estatizar seus olhos na vitrine.
Pensei em jogar fora aquelas fotos. Na verdade eu penso nisso quase todo dia e, logo em seguida, penso como será doloroso querer lembrar da nostalgia daquele tempo e não ter algo fora a vaga memória que tanto me engana. Não quero que penses que estou te cobrando, não. Há tempos desisti de cobrar qualquer coisa de alguém. Cobrança é dferente de amor, de convivência, de confiança... Essas coisas vêm com o tempo. E a cobrança, ah... Ela te corta fundo, te põe como um inapto covarde às situações impostas. E eu? Eu não quero essa situação que te deixa tão impotente. Se há alguém que conseguiu um feito enorme nessa vida de loucos foi você. Minha mãe já houvera me advertido que não é qualquer um que consegue me deixar séria; são todos eles. Mas você, você foi o único que me arrancou um sorriso fácil, me deixou sem reação em tantos momentos e me deixa presa a isso tudo... a você.
Não sei bem o motivo desse tom de partida, mas conheço bem a sensação de algo partido*. Então decidi te escrever e dizer depois de tantas tentativas inábeis que eu não sou aquela que enche o peito de orgulho todos os dias, que põe na lista de coisas para fazer: "mais tarde: chorar." Tento te convencer disso, mas sequer tenho coragem de te mandar uma carta, quanto mais confirmar tudo isso diante dos seus olhos que refletem minha face desesperada.
Me recordo agora de você tocando a melodia de girl, is to late. Você me diz que é tarde demais. Dessa vez não cantando e sorrindo (com esse seu sorriso único) e eu te entendo... Talvez seja mesmo. Para falar a verdade, acho melhor amassar isso e jogar fora, de novo.
*Leia-se: Meu coração.
P.S: (Você) "Dominou a fera que ninguém jamais conseguiu dominar."
Y.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Do outro lado.
O outro lado - do rio - parece tão mais verdadeiro e doce. Características e palavras que sempre combinaram comigo. E essa maldita, ou bendita, coragem nunca tá aqui quando eu preciso. Fazer o quê?!
Então com o tempo eu fui ficando, e assim continuo. Feio pra mim. Meu pai e a Preta insistem sempre: a gente nunca deve se acostumar com o ruim, com o triste. É que já fui ficando tanto e desistindo de desistir tanto (Ou poderia até usar "desistindo de tentar atravessar o rio". No fim, é a mesma porcaria) que eu não vejo mais o caminho. Gostei sempre de árvores e de proteção, disso você sabe bem, mas me enchi tanto delas ao meu redor que daqui a pouco não tem espaço nem pra mim. Pois é.
Desculpa, sei que tomei demais teu tempo pra no começo culpar-te por todo o meu comodismo e depois assumir que foi erro meu, e só meu. E como eu nunca perdi a mania de me explicar em tudo: é que você sempre foi parte de mim. Ou até mais do que eu fui pra mim mesma. E não porque eu não me amava ou porque você me tomava demasiadamente tempo e olhos. Mas porque eu era muito ausente do meu eu. Alguém tinha de tomar conta da minha alma e do meu coração, você topou assumir esse risco. E no fim só lhe trouxe mágoa.
Bom, só tenho a dizer que eu estava certa: você tinha de ser muito feliz. Sorte dela, sorte tua. Ou merecimento mesmo.
Fique bem, menino. Não meu. Apenas, menino.
* Música lindíssima do Tim Maia:
http://www.youtube.com/watch?v=avEIJOYUMGc
F.
domingo, 1 de agosto de 2010
Passagem
Bem vindo Agosto!
F.
terça-feira, 27 de julho de 2010
Dentro
É desta forma tua existência em mim
Me fazes multicolorida só em lembrar-te.
Que todo esse amor viva
E sincero, e singelo, e quieto ...
(Escrito sem motivos, ou pela busca)
F.
domingo, 25 de julho de 2010
Minha (nossa) face
[Trecho do filme Remember me]
Y.
In the arms of the angel

Ame!
* Pequena parte retirada de Angel, música da incrível Sarah McLachlan, assim como o título.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Sonhos e insanidades
Termino com um lindo poema do ilustre Fernando Pessoa, e agradecendo a quem o apresentou (o poema) para mim.
"Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!"
* homem: tendo significado de Ser humano.
F.
domingo, 18 de julho de 2010
Simples. Ou não, pode ser complexo demais
Do meu querido Caio (Fernando Abreu), que descreve o simples de forma incrível, descreve como se fosse sobre mim e no fundo é.. é sobre todos nós!
F.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Vazio
Então só peço, encarecidamente, que preze por quem lhe oferece todo amor, dentro de seus limites. E que ame de volta, de dentro pra fora, ame sem ter medo da mágoa futura, porque o melhor futuro está no presente melhor vivido e melhor amado. Não há a certeza do depois - mesmo que 2 minutos depois -, só do agora e este lhe pertence. Faça dele o mais amado momento, sempre.
F.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
...
da incrível Clarice Lispector
F.
terça-feira, 13 de julho de 2010
First second
[Trecho do filme Imagine Eu e Você]
Y.
domingo, 11 de julho de 2010
Se puder, sem medo
Oswaldo Montenegro, Um verdadeiro gênio.
Y.
sábado, 10 de julho de 2010
Afeto demonstrado, embora carta nunca entregue - até hoje.

Toda as vezes que caí, falhei, errei, sofri, sorri, consegui, venci, acertei, lutei, amei, chorei, morri, ressucitei, perdi, ganhei, entre outras milhões de situações... você esteve comigo. Em todo momento pedi muito de você, muito mais até do que deveria ou poderia e mesmo assim nunca me negastes nada! Passei por muitas situações dolorosas nesses últimos meses, me senti um completo fracasso, me fiz infeliz quando poderia ter feito o contrário e você continuou a me amar. Mesmo quando magoei você, quando lhe tratei de forma fria - convenhamos que bastante errada de tratar pessoa tão especial e incrível que és - não me largou no vazio das minhas incertezas e estúpidez. Você é a melhor amiga, o anjo da guarda, a irmã, a mãe, a filha, a prima, a parceira! Não desistiu de mim mesmo quando eu o fiz e nada nesse mundo vai destruir elo tão forte que construí contigo, ao longo dos dias, das horas, dos momentos - grandes ou pequenos - que ao teu lado passei. "Always" - Palavra nossa, toda nossa (mesmo pertendendo a outras milhões de pessoas), sempre que a escuto, a leio é em você que penso, é sua imagem sempre me sorrindo que ilumina meus olhos e me ajuda a seguir. Tu és benção de Deus em minha vida, e O agradeço todo o tempo por ti ter. Só te agradeço, te apoio, te amo! Tou contigo sempre, em todo e qualquer momento - mesmo que besta, segundo os olhos de qualquer um. Você é o meu eu que mais parece com aquilo que sou, ou com aquilo que tanto almejo ser.
Com todo amor para a minha irmã (Yanka)!
- Fevereiro de 2010.
F.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Saudade
E minhas pobres e poucas palavras são destinadas a ti, que pode então nunca ler, mas tem conhecimento, meu amado avô.
F.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Sem príncipes, sem castelos... só o Amor.
Passou muito tempo e todos os que gritavam aos quatro ventos que este tanto tempo poderia apagar tantas e doloridas feridas com toda certeza se enganaram, pois ainda sentia dor, tudo era amargo demais, fosse apenas a vontade contínua de vomitar. Era bem mais que isso, desejava ser vomitada de tanta amargura.
Um dia desses, num domingo de esperas qualquer quase não a reconheci. Aquela moça de olhos tão tristonhos e vazios estava sorrindo outra vez. Por conta da curiosidade, que nunca me faltou, perguntei-lhe que milagre acontecera para que todo aquele vazio fosse preenchido por luz novamente. Ela respondeu que um rapaz, sobre qual jamais tinha escutado falar, lhe disse: "Moça dos olhos tão mortos, do coração tão despedaçado, da boca tão calada, aprende que por mais que temporais levem o que amamos - e tanto, tanto - estes mesmos jamais saem de nós. Verdade que o tempo não cura tudo, o tempo cura nada. Mas este amor tão imenso que sentes por aquilo que de ti foi tirado ainda é teu, é dele. E é isso que tem de te fazer levantar, se encher de vida e seguir: A certeza do amor tão presente. O amor é eterno, porque nós o fazemos assim, porque é assim que deve ser. Moça, queria tanto que teus olhos transbordassem esperança! (...)". Disse também que encontrou naquele rapaz tudo que dela foi arrancado e que tem a certeza do amor jamais finito em si. Meus olhos encheram de lágrimas, era tão encantador ver aqueles olhos verdes vivos novamente. E aprendi que por mesmo que sejam longos os temporais, mesmo que estes pareçam eternos - se há amor verdadeiro - sempre há de existir também o mais belo amanhecer renovando a vida, assim como nasce todos os dias o mesmo Sol que nos aquece, todo os dias nasce a certeza que nos desperta para o verdadeiro amor.
Espero que isto ajude a quem precisa. Deus nos deu a certeza de que "O amor jamais acaba." em 1 Co 13:8. Sigam em Fé, em Esperança, em Verdade, em Amor.
F.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Falta
"Ontem gritei teu nome. Gritei como se você fosse ouvir. Sabe aqueles gritos que saem da alma num momento extremo de prazer humano na mente? Aquele prazer de quando as vozes se encaixam numa bela harmonia, da mesma forma que os corpos se encaixam na liberdade da escuridão. Gritei teu nome. Gritei de verdade. Foi daqueles gritos que ninguém consegue ouvir, só eu e talvez você. Muito talvez mesmo. Não foi João nem Maria. Foi aquele nome nosso. Daqueles que nós sabemos a importância que é ter o que é nosso. Não estou lamentando, estou apenas dizendo que lembro, que lembrei. Lembrar é um estremo momento de lucidez na memória. Não, não bebi. Não hoje, nem ontem. Faz isso. Continua botando tua mão no meu peito esquentando meu coração. Ta guardado. Quente. Bem cuidado. Dos nós, fazemos os laços. Esses, nossos, laços. Ontem foi um daqueles dias que, a vontade de te ver chega ao extremo, ultrapassa qualquer linha de mar. Daqueles que não existe onda. É, o tempo brincando com o dançar da areia (...) Essa distância que nos prende ainda mais. Gritei ontem e hoje, te espero. Isso é o que me basta de verdade. Você!"
segunda-feira, 5 de julho de 2010
O amor nos dilacerando sempre!
do grande Caio de sempre!
(Ps: Eu faria mesmo. Construíria qualquer coisa que quisesses da forma que fosse, construíria um castelo com minha própria carne se assim me pedistes, para te abrigar e te protejer todos os dias da eternidade, meu avo!)
F.
Você deve saber o que faz
Eu sempre digo que a mim só convém escrever bem quando meu coração assim não está. Esse é meu caso hoje: estou de coração partido e doente. Portanto, antes que eu e, junto comigo, tudo que sinto, exploda; resolvi despejar minha dor aqui, como é de costume.
Tudo bem que, talvez, eu tenha sido a culpada. Tudo bem que eu, talvez, tenha me exaltado e colocado o drama entre nós. Tudo bem que foi uma discussão (se é que assim podemos chamar) por besteira, mas, ainda assim, me dói. Tudo bem..? Não, não está tudo bem. Não comigo, pelo menos. Foi exaltação minha, eu sei. Talvez até coisa da minha cabeça, mas entende... Tenta lembrar de como você me tratou, do quão grosso você foi e como deve ter me deixado abismada. É de se entender que todos nós temos nossos dias de “contra”, mas eu nunca espero isso, não de você.
Olhando por esse lado, esse deve ser meu maior defeito: achar que você não erra, não machuca, não fere... Apesar de ter tido tantas provas claras disso! É normal. Por mais que eu seja tão orgulhosa quanto sou, não guardo rancores... Contigo não é diferente... Ah, logo contigo! Que eu amo tanto e devaneio de forma inexplicável. Mas é que na maioria dos casos, por assim eu ser, você é sempre tão carinhoso comigo, tão preocupado, tão do-meu-lado, que quando você vem com esse “oposto frio”, eu não te reconheço... Tola.
Vim aqui, não para lhe julgar (como talvez pareça), mas, acima de tudo para te pedir desculpas. Pedir perdão por tudo que eu disse e até pelo que pensei. Não queria dizer nada disso, não queria te ferir, apenas me preocupei com você... Penso mil coisas quando me deixas assim: Sem notícias. É errado se preocupar com quem a gente gosta, poxa? Mas, tudo bem...
Se você quiser, prometo parar. Mudar. Ser outra. Outra que não se preocupa, não te enche e, acima de tudo, não se dói. Assim, eu me livro dessa angustia e te livro, até, do peso na consciência (se é que esse existe). Tudo bem que assim não serei eu mesma, mas, por você, talvez, valha a pena.
Você não é nenhuma criança, deve saber o que faz. Mas, com certeza, não sabes o que me fazes sentir, agindo dessa maneira.
P.S: Não acredito ainda que escrevi tudo isso. Não acredito ainda que você conseguiu reduzir meu orgulho (tão presente em mim) a nada, a mero pó. Não acredito, enfim, que irás continuar a ser indiferente comigo; pois acredito veementemente em você e no amor que dizes sentir por mim.
Y.