sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Encantador(a)
Acho incrível como ela esquece fácil a dor que os outros fazem sempre questão de vê-la sentir. E confesso ter medo de que essa menina tão doce e serena torne-se rude. Porque jamais conheci alguém que depois de ser pisado e chicoteado não tenha se tornado frio e distante. Me dá um nó no peito, daqueles que qualquer dia mata um, quando a imagino sem esses olhos tão vivos e cheios de luz. Tão grande pecado tentar arrancar dela esses sonhos lindos, tentar torna-la rude aos poucos e simples deste mundo. Ela me faz outra pessoa, aprendi tanto com o amor que ela despeja demasiadamente no outro, nas flores, nos cheiros... meus olhos não podem - e nem devem - se conter quando vêem o sorriso tão fácil, embora sin(cero)gelo, estampar-se aos poucos e sempre no rosto dela, que não é belo de forma espantosa e mesmo assim conquista o mundo, ou pelo menos tenta. Os cabelos da cor do sol irradiando as manhãs são capazes de iluminar uma noite vaga e triste. E o corpo, ah o corpo daquela dama nada tem de extraordinário... nada de magrela ou violão, mas ao tocá-lo qualquer um pode sentir verdade e paz. Por isso desejo tanto que essa moça não mude, que nada nela torne-se triste e vazio, porque tudo físico que não muda, tornaria sem graça com a ausência do encantador, porque ela é parte dos poucos, se não for a parte, que ainda torna esse mundo cheio de guerras, em amor. Os discos arranhados ela guarda para não esquecer no que tem de melhorar, mas faz-se as mais novas e belas canções da Juliette Gréco. Moça igual não há!
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário