Certas coisas jamais mudam. Lembro bem de cada detalhe do olhar dela, parecia que toda luz nascia daqueles cabelos ao vento. E talvez seja verdade. É que aqueles olhinhos negros enlaçaram todo o meu ser, toda minha alma. Eu conhecia bem todo traço dourado, entendia de forma única seus vários sorrisos (e que sorrisos!). Vitoriosa ela era, no mais belo significado da palavra. Não conheci outra que tivesse tamanha capacidade de deixar-me feliz. E tudo bem que hoje ela não esteja mais aqui. Não dói, não. Ela me fez prometer que jamais existiria dor. Mas como poderia? Feita de vida e alegria, só isso poderia me fazer sentir. E ela está sempre aqui. A última coisa que falou antes de pegar aquele trem foi: "Baby, me tenha contigo".
E a tenho. Porque esse feito deveria ser sempre meu. Se algo pudesse me definir, se um objeto fosse seria Aquele que guarda, que protege, dentro - do coração.
F.
Nenhum comentário:
Postar um comentário