sábado, 11 de setembro de 2010

Blue

Olhar para fora não é tão ruim. É que as vezes a gente se prende tanto ao outro que não sobra tempo nem pra respirar. Só desejava ir ver o mar, andar por aí sem destino, gritar ao mundo todo - mesmo que o mesmo jamais ouça - que ser feliz é ir além. Tomar sorvete na praça, ou um café bem quente acompanhando os planos que nunca irão dar certo, mas que parecem perfeitos. Desejava fazer essas coisas que me trazem paz, ou qualquer outra coisa que a sensação de Tudo azul signifique. Mas nunca posso, porque você acha que tudo é uma grande bobagem, que divertido mesmo é ter que ficar observando você andar para todos os lados menos em minha direção. Lembra do que combinamos no início? Tinha de ser com amor, para o amor. Tinha de ser amor. Ou então não valia o preço. E, meu querido, eu não posso passar a vida assim. Tudo bem que minha mania de querer o mundo acaba me ferrando sempre, mas e daí? Se sou eu quem mais sofro e ainda assim sigo em frente, por que é que diabos você não me acompanha?! Eu sinto tanto, mas eu preciso de alguém que não tenha vergonha de entrar nessa dança comigo, e se eu nunca achar essa pessoa: eu ainda me tenho! Tenho que ir, amor... mesmisse e pessimismo são detalhes numa vida que (felizmente) não combinam comigo. Meu café forte acompanhado de planos fracassados, que são esquecidos por um sorvete bem gelado, estão me esperando. Eu não posso ficar.

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