Devemos admitir, enfim que vivemos sempre procurando algo de fantástico naquilo que nos acontece. Ao procurar um companheiro, o amor, procuramos corpos, rostos e personalidades fora do comum, muito além até do que é visto nos filmes, na verdade a junção do que é visto neles ou lido em livros e esquecemos que tem alguém do lado, tão comum e simples que não é notado por nossos olhos incansáveis na busca do fantástico. Só é perceptível que o simples também pode ser incrível ao fim desta procura, depois de desistirmos de esperar e desesperar é que notamos a mão estendida a nossa frente, o sorriso acolhedor torcendo para que nossas lágrimas sequem, e tanto outros atos simples que podem tornar uma vida à dois incrível. Saibam que o amor verdadeiro também é, e na maioria das vezes, encontrado no mais simples alguém, com as mais simples atitudes, com o mais simples (e sincero) afeto. Poucos são os que sabem disso a vida inteira, muitos os que nunca notam mesmo depois do fim da busca pelo fantástico, e alguns os que dão o braço a torcer e se entregam de forma tão explendora, magnífica e doce ao amor que o torna incrível!
E como sempre, Caio (o Fernando Abreu de sempre, para sempre) nos tem dito:
"No fim destes dias encontrar você que me sorri, que me abre os braços, que me abençoa e passa a mão na minha cara marcada, na minha cabeça confusa, que me olha no olho e me permite mergulhar no fundo quente da curva do teu ombro. Mergulho no cheiro que não defino, você me embala dentro dos seus braços e você me beija e você me aperta e você me aquieta repetindo que está tudo bem, tudo, tudo bem."
F.
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