segunda-feira, 21 de junho de 2010

Meu Deus, como você me dói de vez em quando


Carta Não Enviada I
 
Sempre me alertaram que as coisas seriam assim, eu não quis acreditar; para falar verdade, eu ainda não quero. Sempre me disseram que a sua única vontade era me conseguir, me ter e o depois? O depois já não importaria, não mais. Eu não quis acreditar mais uma vez.  Aquilo era muito duro, era brusco e sem sentimentos demais para vir de ti. Resolvi te dar uma chance, dá uma chance a nós e não me arrepend(i)o até o momento. É verdade, nosso namoro nunca seguiu todas as regras, nunca tomou os rumos dos outros namoros, mas, e daí? O normal nunca me fascinou, eu gosto mesmo é do diferente, eu gosto mesmo é da gente. Vivemos (e talvez ainda se viva) juntos durante quase cinco meses, cinco meses incríveis onde você pôde me proporcionar momentos e sentimentos que eu achei que jamais viveria, jamais sentiria. Valeu cada segundo. É verdade, passamos por algumas brigas (poucas, aliás), mas superamos todas com um amadurecimento fundamental. Durante essa última semana (desde terça-feira para ser mais exata), estamos vivendo um momento angustiante, algo doloroso e, na minha opinião, sem sequer um fundamento. Quando estou errada, por mais que meu orgulho me fira ardentemente, eu admito e te peço perdão; mas, sinceramente, dessa vez (se eu fiz algo de errado) eu não consigo enxergar o mesmo. Procuro insistentemente tua atenção, teu carinho,  teu afeto... mas você não parece querer me dar tudo isso. E vem sendo sempre assim: sem porquês, explicações ou satisfações vens me tratando friamente e com um desprezo que jamais imaginei que teu coração (tão bom e puro) pudesse sentir. Me dói, me dói muito admitir isso, mas eu acho que já não gostas mais de mim, que minha presença já não te faz mais feliz e meu amor já não lhe importa, infelizmente. Te peço que pare com essa angustia que insiste em ficar no meu coração e me fales a verdade (por mais que esta me doa). Não vou negar nem ser hipócrita ao ponto de dizer que não te amo mais; amo, amo sim e amo demasiadamente; mas, dessa maneira que você vem me tratando, não há amor que resista e antes que este se transforme em rancor, eu peço que pares. Pare com essa indiferença ou comece com seu carinho (mais uma vez). Dessa vez, somente dessa vez eu abro mão de toda minha felicidade para abrir portas para a sua. Não adianta ficar com alguém por pena e sem amor. Portanto, de todo o meu ser te suplico que sejas sincero comigo... se não gostar mais, pare com isso. Não faz esse coração que tanto te ama sofrer dessa forma. Para de tentar adiar sofrimentos, pára! Eu já não agüento mais, isso dói, poxa. Por outro lado, se ainda gostas de mim, também para... mas para com essa (in)diferença, com esse tratar mal, esses seus “tanto faz”; corre pro meu colo, se abre comigo, vamos voltar com toda felicidade que reina(va) em nós, anjo. Por mim, peço mais uma vez a tua verdade, aquilo que teu coração tanto prende mais precisa exaurir! Eu te amo, mas se for preciso aprenderei a viver sem ti, por teu bem (pelo nosso, aliás). Te agradeço a cada momento por ti conferido e te peço perdão por meus erros; mas sou humana e a perfeição não está ao meu alcance. E por favor, para de me fazer sofrer com tudo isso! Sei que não sou a melhor pessoa do mundo mas não mereço esse seu tratamento, essa sua vontade de querer ser rude. Gente não é feito  um prato de comida que quando a gente não quer empurra pra lá...
Mais saiba, no momento que você me vier com um “Não dá mais”, vai ser bem assim: Nunca mais. Amor é pra te fazer bem, não sofrer. Já chega.
 
Y.

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