quarta-feira, 9 de junho de 2010

1 mês de saudade, de falta e A eternidade de Amor.


"Me diz o que é que eu faço sem o seu amor, me diz o que é que eu faço sem um beijo seu?"

Hoje se completa 1 exato mês sem ti, vovô, e me encontro calma o suficiente por querer demonstrar aqui todo amor que puder, antes de demontrar toda saudade. Noite passada sonhei contigo, e ao acordar me senti tão bem porque sei que daí de cima me guarda em teus olhos amáveis e doces e sei que o senhor e Deus jamais nos deixam sozinhos. Tenha a certeza de que o amo imensamente, da forma mais doce e nobre existente, porque além de ter sido um avô maravilhoso, foste também meu pai e pai dos teus filhos e outros netos, porque nos ensinaste que Deus está sempre ao nosso lado e que, mesmo atingidos, Ele sempre nos resgatará do poço profundo no qual nos encontremos, o senhor foi amável o tempo inteiro e amado! Nada no mundo pode reparar a falta que fazes, mas estamos sendo consolados por Deus por sabermos que estás ao lado dele e alegre por tal motivo e que não sofres mais, não choras mais, não sente mais dor.
Obrigada por ter sido homem tão maravilhoso, pai incrível e avô encantador, por ter me ensinado o essencial para se viver em paz, por ter me repreendido quando fiz algo de errado e, acima de qualquer coisa, por ter me amado todos os dias desde que nasci, e por me amar ainda pois sei que amas, afinal: "O amor jamais acaba" 1 Co 13:8 =)
És lembrado todo o tempo. Outro dia, num domingo, vovó Luiza, ao arrumar a mesa para almoçarmos, disse: "Minha filha, esqueci de organizar o almoço de seu pai" e logo depois se deu conta que não estás mais aqui. Só foi um dos momentos em que nos encontramos perdidos, entre muitos. Sinto falta, e grandiosa, de pedir-lhe a benção todos os dias, quando eu chegava ou o senhor, e quando um de nós ia embora e as vezes me sinto atordoada por naquele dia, antes do senhor partir para mais perto de Deus, não ter recebido seu: "Deus a abençoe, minha filha.. Deus a abençoe" e acabo por me lembrar que estás sempre olhando por mim, e que Jesus está sempre me abençoando e me iluminando para que siga meu caminho em paz, lembrando-me de homem honroso, fiel, abençoado, ama(vel)do, batalhador, crente, verdadeiro que me amou e me ama sempre, lembrando-me de que nosso Pai jamais nos abandona e esquece.
Não sei bem mais o que escrever, eu tento demonstrar todo amor GIGANTE que sinto por ti todo dia, todo tempo e tais palavras não o transmitem nem em parte, porque toda vida que é amor, guardada e também transbordada para entregar-te, é indescritível, além de ser incondicional.
Quero apenas que o mundo inteiro saiba, porque não me envergonho de tanto e tão lindo sentimento, que o amor verdadeiramente, sempe, sem medo ou dor... porque por mais que sinta sua falta, tão grandioso e doce amor são pode ser misturado com angústia, ou tristeza, afinal: aquilo que é puro jamais torna-se impuro, jamais! Vou ser feliz por ti meu avô, e por saber que me amastes da forma mais bela que existe, também por saber que me querem assim - tu e O Pai -, por me amarem e me protegerem todo tempo. E, mesmo com toda saudade do universo, não vou lembrar do momento em que lhe vi parado, sereno e frio no apartamento do hospital, mas sim de todas as vezes que sorristes lindamente, de todas as bençãos concedidas por ti, de todos os beijos no meu rosto, no teurosto e na minha mão, na tua mão, de todas as vezes que eu acariciava teus cabelinhos brancos e poucos ou a tua mão enrigecia e magra, de todas as vezes que o vi orando ou assistindo progamas da igreja na tv, de todas as vezes que cantastes hino de louvores à Deus com vovó e/ou teus filhos e/ou teus netos, de todas as vezes que falavas: "Luiza, me cubra minha vea, me cubra", de todos os natais e celebração por um ano novo ao teu lado, de quando falavas que vovó é a mulher mais bonita do mundo, de quando as enfermeiras do hospital falavam que o senhor é muito bonito e o senhor respondia com tanto orgulho: "Bonito é o povo que vai vir aí me visitar" (referindo-se a sua família), de todas as vezes que me olhou e riu por nada me trazendo paz e serenidade, de todas as vezes que me corrigiu quando eu fazia algo de errado, de todas as vezes que ajudei o senhor a lenvatar-se e/ou ir até o seu quarto, sala ou terraço, de todas as vezes que me senti orgulhosa por ter exemplo de amor tão verdadeiro existente entre um homem e uma mulher que és tu e vovó Luiza, de quando lembro que passaram juntos (e ainda estão) 63 anos casados sempre com paciência, amor e paz, e todos os outros momentos existentes, nos quais os ditando passaria o resto da vida aqui e precisaria e muitas outras postagens.
EU TE AMO SEMPRE MEU AVÔ, TODOS OS DIAS, TODO O TEMPO, SEMPRE!

Que O Senhor Deus me guie, me ilumine (à todos nós).

Amém!



José Marinho de Melo
19 - Fev - 1919 até (sempre, em nossos corações) 09 - Mai - 2010 

F.

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