quarta-feira, 30 de junho de 2010

F de Saudade

Hoje o tempo passa no tempo dele. Sempre é assim, eu sei. Não posso acelerar, jogar tudo pra frente. É o que mais queria nesse exato momento. Tenho acordado tão só. Na cama, lembro de pernas, das mãos, dos olhares, sorrisos... viro pro lado, meu travesseiro e o vazio acompanhado do perfume da lembrança. Eu sinto. De verdade, sinto.
Me pego olhando pro nada. Meu espelho não me reconhece. São outras bocas, pernas... outros toques, cheiros, músicas, sabores... no final, só o final. Eu era feliz. Era. Não que não esteja sendo, por que sou uma pessoa que inventa os dias. Sou feliz. Mas antes... não inventava tanto. O antes era tão bom, tão verdadeiro. O Eu completo. Hoje, metade de mim sou eu e a outra metade, partiu. Só me resta o meu lado de dentro.
Choveu tanto um dia desses. O céu tava tão perto da terra... cada raio lindo, cada trovão... Fiquei só olhando pela varanda. Pensei tanta coisa... e no final, saí andando... na escuridão do vazio da solidão. Não que estivesse só, não é isso. Só estava na falta de você que sou eu. Não senti medo. Só no depois. Mas que ironia não? No início -do nosso início- o medo, agora a saudade. Seria bem melhor deletar tudo e voltar para o antes do agora. Voltar aquele sorriso, aquela mão no meu peito, como quem segura o coração. Aquelas pernas entrelaçadas, aquele toque.. aquele, aquilo... tudo.
Agora não sei terminar esse escrito. Fico com o silêncio da noite e essas lágrimas que caem.

Y.

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Impossível caminhar pela vida sem cometer erros, sem magoar algumas pessoas, sem se magoar, aliás. Na verdade o aprendizado está no erro, e as consequências, a continuação de tudo, depende fundamentalmente de como cada um reage... Persistir no erro realmente é burrice, mas aprender a lição e saber lidar com ela é inteligência e bom senso. Por mais erros que se tenha cometido, ou o quanto tenhamos sido machucados, não adianta a auto e a punição alheia constante. Chega um momento onde a vida por si só coloca tudo em seu devido lugar, desde que se esteja pronto para a mudança; ou, se não estiver, aprende-se a estar, é necessário. Nada te espera, a vida não vai parar para esperar você amadurecer. E somente aquele que te ama verdadeiramente, mesmo sabendo de seus erros, mágoas e dores estará ao seu lado, e acima de tudo, irá te apoiar. Feridas e cicatrizes sempre ficam, agora, cabe a você se deseja cobri-las com as suaves ataduras do amor, ou insistir em fazê-las sangrar com seus julgamentos, observações ou auto punições. Sofrimentos todos temos, mas superá-los com discernimento é fudamental. Falei tudo isso para agradecer a alguém que jamais me abandonou, desde que o conheci, porque até mesmo nos tempos mais difíceis e naqueles em que o mesmo se viu preso a 'algo' e totalmente solto de mim, eu sentia toda sua positividade e sentimento sendo transmitidos atráves de nossos corações, que, diga-se de passagem, desde o nascimento já estavam ligados e predestinados um ao outro.

"No fim destes dias encontrar você que me sorri, que me abre os braços, que me abençoa e passa a mão na minha cara marcada, na minha cabeça confusa, que me olha no olho e me permite mergulhar no fundo quente da curva do teu ombro. Mergulho no cheiro que não defino, você me embala dentro dos seus braços e você me beija e você me aperta e você me aquieta repetindo que está tudo bem, tudo, tudo bem..."

Obrigada por me ter, me suportar e não me abandonar. Te amo, sempre.


Y.

Últimas chances

Era uma tardezinha típica de sextas, bem tranquila, com cheiros indescritíveis e deliciosos de sentir entrando pelo nariz e tomando seu corpo inteiro, com jovens formando uma rodinha no meio da praça cantando e tocando os Beatles e Bob Dylan, na maior paz! Foi assim, exatamente assim que os vi pela primeira vez, acredito que foi a última também, pelo menos enquanto juntos.
Ela estava com a feição preocupada, como quem quer desabafar algo da tão profunda alma e ele, bem, se o pudesse descrever de alguma forma usaria a palavra necessitado, ou faminto - e não digo quanto a alimentos do físico não, falo da essência. Se sentaram numa mesinha do café da praça, fui perguntar se algo desejavam, ela respondeu que nada queria, já ele quis um café e "... com bastante açúcar, por favor" - me lembro bem de exaltar a voz quando fez o pedido encarecido, vai ver que queria adocicar mais aquele momento tão confuso.

- Não dá mais, eu cansei. Passei a odiar essa tua procura contínua pelo desconhecido, por algo além disto aqui.
- Sinto muito!
- Tá vendo? Você e essa sua mania irritante de sempre se desculpar, de tentar me fazer voltar atrás.

(E eu me perguntava, o quê diabos então ela queria ele fizesse?)

- Então me calo, fale o que tiver pra falar. Se houver necessidade de algo, por mim, ser dito, você vai saber calar. (...)

A partir daí não escutei mais nada, ou não lembro do que foi discutido. Só sei que quando servi a ele o café, o tomou rapidamente, como alguém que precisa muito não escutar tudo aquilo, como quem queria mesmo deixar aquele momento tão atordoante, doce.
Ela saiu, no começo com passos tranquilos, depois começou a correr e, pelo menos enquanto a enxerguei, ainda corria, como quem vai acabar caindo em um buraco, desmaiar e ao acordar se encontrar no País das Maravilhas.
Ele levantou-se, colocou sobre a mesa que ocupavam uma caixinha e saiu andando vagamente, sozinho mesmo, por dentro e por fora.
Me apressei um pouco, cheguei até a derramar um pouco do suco de laranja pedido por outro cliente, peguei a caixinha para devolver ao rapaz, quando me virei não o enxerguei mais. Mais tarde, ao chegar em casa - cansada, diga-se de passagem - a abri, ela mesma, aquela caixa pequena que me dava tanta nostalgia, e lá havia - diferente do que muitos podem estar imaginando - uma pulseirinha, com pingentes simpleszinhos: um trem, uma estrela, um pássaro, um violino e um coração... é, isto mesmo, um lindo coraçãozinho. Devia representar o sentimento reprimido dentro dele, então descobri qual a fome que consumia aquele rapaz, era o Amor. E hoje sinto muito por ele não ter tido a chance de demonstrar tanto sentimento, e por ela também, pela falta de paciência, ou pela paciência além da conta.
E, ao transcrever tais acontecimentos acabo de me dar conta que preciso, necessito falar sobre o grande amor que sinto, então deixo aqui o inacabado texto sobre a precisão, o perdão, a paciência e também sobre últimas chances...


F.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Vida

Ao ler um texto do Caio Fernando Abreu, no qual ele falava sobre a nossa busca eterna e incasável por motivos, notei a verdade absoluta naquilo. Vivemos num mundo tão afundado no pessimismo que procuramos sempre algo para culpar acontecimentos, mesmo que a maioria deles sejam tão simples que não precisem que apontemos as causas!
A preocupação causada por pensarmos demais nestas tem consumido tanto nossa essência, nossa alma que não sobra nada para apenas falar: "Que seja doce". Gera-se tanta descriminação pelos idosos a partir daí! É que ao chegar num certo ponto da vida, no qual não dá mais pra voltar atrás, quando não dá mais tempo de falar "Vai ficar tudo bem, vamos lá consertar tudo isto", se torna mais notável o indispensável: viver! E que não me julguem por não ter dito "Ser feliz", porque vivendo verdadeiramente se é feliz, então são meios que sinônimos, pelo menos de acordo com meus conceitos. Bem, ao chegar a certa idade prefere-se resumir palavras e dizer que vai ficar tudo bem, apenas, porque viver é tão intenso que não pode-se perder tempo em querer consertar coisas bobas que em nada influenciam. E, nós estúpidos, julgamos isso irresponsabilidade! Nós, logo nós, loucos tempestivos procurando e causando guerras todo o tempo, matando crianças inocentes, nos suícidando por falta de vida, por achar que não há mais motivo pra seguir em frente, nossa geração destrutiva, buscando sempre causar mal ao outro, julgamos aqueles que apenas querem viver irresponsáveis. Que contradição, não é?
Então, faça-me o favor de hoje, ao receber carinho, afeto, presentes, olhares, parar um pouco antes de julgar e apenas aceitá-los com gratidão, sem esperar que exista algo de ruim por trás de todo aquele gesto simples e calmo, calmo como o canto de pássaros às 5:30h da manhã acompanhando o lindo Sol nascer todos os dias. Pense um pouco mais sobre aquilo que tem feito com seu tempo, analise quais têm sido suas prioridades e se elas merecem título tão nobre, porque a vida está batendo na porta, existe muito mais a ser visto e amado e deixar tudo que há de bom para acontecer de lado para ficar procurando motivos e maldade nos outros é estupidez, e que me desculpem palavras tão grosseiras, mas pense se tuas atitudes estão sendo brutas tais como a palavra citada a pouco.

Vá viver, fazer aquilo que lhe dá realmente prazer, fazer aqueles que você ama, que o ama, feliz, e se fazer feliz também, pois não há nada mais puro e nobre, nada mais gratificante e gostoso.


Uma ótima, doce, alegre, bem vivida, nobre e gratificante Vida para você! E o mesmo para esta Terça-Feira.


F.

domingo, 27 de junho de 2010

Porque era ela, porque era eu


"E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará. A moça - que não era Capitu, mas também tem olhos de ressaca - levanta e segue em frente. Não por ser forte, e sim pelo contrário... por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo."

do grande e eterno, Caio Fernando Abreu.


F.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Tudo que é verdadeiro, volta

"Não me lembro mais qual foi nosso começo
Sei que não começamos pelo começo
Já era amor antes de ser."

Y.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

O abrir de olhos é necessário, belo e vivo!

"Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: 'Digam o que disserem, o mal do século é a solidão'. Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias. Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas. E saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos. Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?

Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós. Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos Orkut, o número que comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra ser sozinho!". Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.

Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega. Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta. Mas (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois.

Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: 'vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida'.

Antes idiota que infeliz!"

Texto de Arnaldo Jabor

F.

Meu Deus, como você me dói de vez em quando


Carta Não Enviada I
 
Sempre me alertaram que as coisas seriam assim, eu não quis acreditar; para falar verdade, eu ainda não quero. Sempre me disseram que a sua única vontade era me conseguir, me ter e o depois? O depois já não importaria, não mais. Eu não quis acreditar mais uma vez.  Aquilo era muito duro, era brusco e sem sentimentos demais para vir de ti. Resolvi te dar uma chance, dá uma chance a nós e não me arrepend(i)o até o momento. É verdade, nosso namoro nunca seguiu todas as regras, nunca tomou os rumos dos outros namoros, mas, e daí? O normal nunca me fascinou, eu gosto mesmo é do diferente, eu gosto mesmo é da gente. Vivemos (e talvez ainda se viva) juntos durante quase cinco meses, cinco meses incríveis onde você pôde me proporcionar momentos e sentimentos que eu achei que jamais viveria, jamais sentiria. Valeu cada segundo. É verdade, passamos por algumas brigas (poucas, aliás), mas superamos todas com um amadurecimento fundamental. Durante essa última semana (desde terça-feira para ser mais exata), estamos vivendo um momento angustiante, algo doloroso e, na minha opinião, sem sequer um fundamento. Quando estou errada, por mais que meu orgulho me fira ardentemente, eu admito e te peço perdão; mas, sinceramente, dessa vez (se eu fiz algo de errado) eu não consigo enxergar o mesmo. Procuro insistentemente tua atenção, teu carinho,  teu afeto... mas você não parece querer me dar tudo isso. E vem sendo sempre assim: sem porquês, explicações ou satisfações vens me tratando friamente e com um desprezo que jamais imaginei que teu coração (tão bom e puro) pudesse sentir. Me dói, me dói muito admitir isso, mas eu acho que já não gostas mais de mim, que minha presença já não te faz mais feliz e meu amor já não lhe importa, infelizmente. Te peço que pare com essa angustia que insiste em ficar no meu coração e me fales a verdade (por mais que esta me doa). Não vou negar nem ser hipócrita ao ponto de dizer que não te amo mais; amo, amo sim e amo demasiadamente; mas, dessa maneira que você vem me tratando, não há amor que resista e antes que este se transforme em rancor, eu peço que pares. Pare com essa indiferença ou comece com seu carinho (mais uma vez). Dessa vez, somente dessa vez eu abro mão de toda minha felicidade para abrir portas para a sua. Não adianta ficar com alguém por pena e sem amor. Portanto, de todo o meu ser te suplico que sejas sincero comigo... se não gostar mais, pare com isso. Não faz esse coração que tanto te ama sofrer dessa forma. Para de tentar adiar sofrimentos, pára! Eu já não agüento mais, isso dói, poxa. Por outro lado, se ainda gostas de mim, também para... mas para com essa (in)diferença, com esse tratar mal, esses seus “tanto faz”; corre pro meu colo, se abre comigo, vamos voltar com toda felicidade que reina(va) em nós, anjo. Por mim, peço mais uma vez a tua verdade, aquilo que teu coração tanto prende mais precisa exaurir! Eu te amo, mas se for preciso aprenderei a viver sem ti, por teu bem (pelo nosso, aliás). Te agradeço a cada momento por ti conferido e te peço perdão por meus erros; mas sou humana e a perfeição não está ao meu alcance. E por favor, para de me fazer sofrer com tudo isso! Sei que não sou a melhor pessoa do mundo mas não mereço esse seu tratamento, essa sua vontade de querer ser rude. Gente não é feito  um prato de comida que quando a gente não quer empurra pra lá...
Mais saiba, no momento que você me vier com um “Não dá mais”, vai ser bem assim: Nunca mais. Amor é pra te fazer bem, não sofrer. Já chega.
 
Y.

domingo, 20 de junho de 2010

Perdão, o sentir é involuntário

"Dizem que depois do adeus vem a saudade e que depois da saudade vem o arrependimento. Eu não me arrependo, pulei do barco antes que ele afundasse. Eu queria aprender a nadar, eu precisava. Encontrei milhares de peixes, me apaixonei por alguns deles, os devorei. Aprendi hoje que peixes são mais bonitos de longe: no mar, nadando. Eu não quero entrar de novo na sua embarcação, sei que afundaríamos novamente. Você também sabe. Apenas peço que pare de remar para longe. Eu odeio te perder de vista, dói. Desculpe pelo egoísmo, você faz parte de mim."

Y.

sábado, 19 de junho de 2010

I need you now!



"Carrego seu coração comigo
Eu carrego no meu coração
Nunca estou sem ele

Onde quer que vá, você vai comigo
E o que quer que faça
Eu faço por você

Não temo meu destino
Você é meu destino, meu doce
Eu não quero o mundo por mais belo que seja
Você é meu mundo, minha verdade
Eis o grande segredo que ninguém sabe
Aqui está a raiz da raiz
O broto do broto e o céu do céu
De uma árvore  chamada vida
Que cresce mais que a alma pode esperar ou a mente pode esconder
E esse é o pródigo que mantém as estrelas á distancia

Eu carrego seu coração comigo
Carrego no meu coração"

Poema de E.E. Cummings

Para meu amado avô, que se foi a pouco tempo, mas que continua vivo em mim inteiramente. E também para minha irmã, melhor amiga e anjo que jamais me deixou só, Y!

F.

domingo, 13 de junho de 2010

Vem, amor!




Tudo bem então, eu acho. Com o tempo a gente acaba se acostumando em ser só. Mas bem que você podia vir, ver, ser... e como encantador seria tê-lo inteiramente meu... sem medo, dor, tristeza ou qualquer coisa que pudesse destruir, ou esconder tanto e tão verdadeiro amor. 
Estou aqui sempre, querido, tenha esta certeza. Venha quando der vontade, ou mesmo sem. Venha, faça frio ou calor, chova ou neve, preto ou branco, mas venha qualquer dia, qualquer hora. Que é pra eu te fazer feliz como ninguém, que é pra essa vontade insana e insasiável de você nunca cesse, que é pra que essa saudade do teu beijo, calor, cabelos e risos (ironicos ou inocentes) dure por 1 minuto, 1 hora no máximo! Que é pra eu ter teu corpo encaixando perfeitamente no meu de madrugada, de noite, de manhã ou de tarde, pra eu ter teus olhos expandindo luz, que é pra eu ter minha vida tua sem cansar ou abusar. 
Venha amor, que como Caio mesmo disse, tem lugar na casa e no coração!

F.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

1 mês de saudade, de falta e A eternidade de Amor.


"Me diz o que é que eu faço sem o seu amor, me diz o que é que eu faço sem um beijo seu?"

Hoje se completa 1 exato mês sem ti, vovô, e me encontro calma o suficiente por querer demonstrar aqui todo amor que puder, antes de demontrar toda saudade. Noite passada sonhei contigo, e ao acordar me senti tão bem porque sei que daí de cima me guarda em teus olhos amáveis e doces e sei que o senhor e Deus jamais nos deixam sozinhos. Tenha a certeza de que o amo imensamente, da forma mais doce e nobre existente, porque além de ter sido um avô maravilhoso, foste também meu pai e pai dos teus filhos e outros netos, porque nos ensinaste que Deus está sempre ao nosso lado e que, mesmo atingidos, Ele sempre nos resgatará do poço profundo no qual nos encontremos, o senhor foi amável o tempo inteiro e amado! Nada no mundo pode reparar a falta que fazes, mas estamos sendo consolados por Deus por sabermos que estás ao lado dele e alegre por tal motivo e que não sofres mais, não choras mais, não sente mais dor.
Obrigada por ter sido homem tão maravilhoso, pai incrível e avô encantador, por ter me ensinado o essencial para se viver em paz, por ter me repreendido quando fiz algo de errado e, acima de qualquer coisa, por ter me amado todos os dias desde que nasci, e por me amar ainda pois sei que amas, afinal: "O amor jamais acaba" 1 Co 13:8 =)
És lembrado todo o tempo. Outro dia, num domingo, vovó Luiza, ao arrumar a mesa para almoçarmos, disse: "Minha filha, esqueci de organizar o almoço de seu pai" e logo depois se deu conta que não estás mais aqui. Só foi um dos momentos em que nos encontramos perdidos, entre muitos. Sinto falta, e grandiosa, de pedir-lhe a benção todos os dias, quando eu chegava ou o senhor, e quando um de nós ia embora e as vezes me sinto atordoada por naquele dia, antes do senhor partir para mais perto de Deus, não ter recebido seu: "Deus a abençoe, minha filha.. Deus a abençoe" e acabo por me lembrar que estás sempre olhando por mim, e que Jesus está sempre me abençoando e me iluminando para que siga meu caminho em paz, lembrando-me de homem honroso, fiel, abençoado, ama(vel)do, batalhador, crente, verdadeiro que me amou e me ama sempre, lembrando-me de que nosso Pai jamais nos abandona e esquece.
Não sei bem mais o que escrever, eu tento demonstrar todo amor GIGANTE que sinto por ti todo dia, todo tempo e tais palavras não o transmitem nem em parte, porque toda vida que é amor, guardada e também transbordada para entregar-te, é indescritível, além de ser incondicional.
Quero apenas que o mundo inteiro saiba, porque não me envergonho de tanto e tão lindo sentimento, que o amor verdadeiramente, sempe, sem medo ou dor... porque por mais que sinta sua falta, tão grandioso e doce amor são pode ser misturado com angústia, ou tristeza, afinal: aquilo que é puro jamais torna-se impuro, jamais! Vou ser feliz por ti meu avô, e por saber que me amastes da forma mais bela que existe, também por saber que me querem assim - tu e O Pai -, por me amarem e me protegerem todo tempo. E, mesmo com toda saudade do universo, não vou lembrar do momento em que lhe vi parado, sereno e frio no apartamento do hospital, mas sim de todas as vezes que sorristes lindamente, de todas as bençãos concedidas por ti, de todos os beijos no meu rosto, no teurosto e na minha mão, na tua mão, de todas as vezes que eu acariciava teus cabelinhos brancos e poucos ou a tua mão enrigecia e magra, de todas as vezes que o vi orando ou assistindo progamas da igreja na tv, de todas as vezes que cantastes hino de louvores à Deus com vovó e/ou teus filhos e/ou teus netos, de todas as vezes que falavas: "Luiza, me cubra minha vea, me cubra", de todos os natais e celebração por um ano novo ao teu lado, de quando falavas que vovó é a mulher mais bonita do mundo, de quando as enfermeiras do hospital falavam que o senhor é muito bonito e o senhor respondia com tanto orgulho: "Bonito é o povo que vai vir aí me visitar" (referindo-se a sua família), de todas as vezes que me olhou e riu por nada me trazendo paz e serenidade, de todas as vezes que me corrigiu quando eu fazia algo de errado, de todas as vezes que ajudei o senhor a lenvatar-se e/ou ir até o seu quarto, sala ou terraço, de todas as vezes que me senti orgulhosa por ter exemplo de amor tão verdadeiro existente entre um homem e uma mulher que és tu e vovó Luiza, de quando lembro que passaram juntos (e ainda estão) 63 anos casados sempre com paciência, amor e paz, e todos os outros momentos existentes, nos quais os ditando passaria o resto da vida aqui e precisaria e muitas outras postagens.
EU TE AMO SEMPRE MEU AVÔ, TODOS OS DIAS, TODO O TEMPO, SEMPRE!

Que O Senhor Deus me guie, me ilumine (à todos nós).

Amém!



José Marinho de Melo
19 - Fev - 1919 até (sempre, em nossos corações) 09 - Mai - 2010 

F.