terça-feira, 27 de julho de 2010

Dentro

... Como flores no deserto
É desta forma tua existência em mim
Me fazes multicolorida só em lembrar-te.
Que todo esse amor viva
E sincero, e singelo, e quieto ...


(Escrito sem motivos, ou pela busca)


F
.

domingo, 25 de julho de 2010

Minha (nossa) face

''O que quer que você faça na vida será insignificante. Mas é muito importante que você o faça, porquê ninguém mais o fará. Como quando alguém entra em sua vida e metade de você diz que não está nem um pouco preparado, mas a outra metade diz: Faça com que ela seja sua (nesse caso, seu*) para sempre..."

[Trecho do filme Remember me]

Y.

In the arms of the angel



Amar é ir além. Sabe verdadeiramente o que é quem entregou-se. A maioria de nós vive procurando razão para destruir qualquer elo existente. Infinitamente abençoados são aqueles que percebem e os que procuram sentir. As lágrimas do amado dói muito mais do que as de outro ser, vê-lo sofrer dói bem mais do que todas feridas suas sentidas de uma única vez, juntas. No entanto, tal dor é compensada com o sorriso, com o olhar reerguendo-se, vivendo outra vez. O amor é o que faz do ser amado eterno; é o que nos faz perceber que deve existir algo além desse mundo marcado por guerras. O amor nos faz crer verdadeiramente no bom. Quem ama não mata, não distrói, não cansa, não maltrata, não impõe, não mente, não sufoca. Aquele que ama perdoa, doa, acolhe, cura, alegra... porque amor é vida, é luz, é paz. Quem ama, quem é amado se sente exatamente assim: * In the arms of the angel.
Ame!



* Pequena parte retirada de Angel, música da incrível Sarah McLachlan, assim como o título.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Sonhos e insanidades

Vez em quando me sinto na beira de um abismo, prestes a cair num desconhecido; eterno, quem sabe. E quando decido cair, me deslumbro com maravilhas lá encontradas. Sou menina cheia de vida, por dentro. Por fora sou sem graça, triste e só. Mas por dentro, ah se me vistes com olhos verdadeiros. Não existe tristeza nesse mundo: mundo meu, mundo que desejo compartilhar com todos. Tenho beleza rara nestes sonhos, sou multicolorida. Nada nem ninguém poderia definir detalhes meus, sou tudo e nada ao mesmo tempo. E esse meu eu é encantador demais para que, se pudessem ver, aqueles que o fizessem pudessem descrever meus poucos. Sou muito, inteira e só assim, para ser bem sincera, gosto de ser observada. Sou como os pedaços da noite de Walcyr Carrasco: de longe estrelas perfeitas, de perto Estrelas Tortas. E que não pensem que só gosto de ser vista por inteira porque repudio meus defeitos. Não os tenho com carinho, não, mas sou ser humano e por assim feita tenho meus discos arranhados. Gosto de ser vista e dita completa porque sou completa, porque meu tudo e nada é o que eu sou, meus poucos são tudo o que me fizeram ser. Só lhes quero falar que olhar para dentro é a única forma de amar, de ser amado. Isso é o que diferencia os pobres de espírito do * homem.

Termino com um lindo poema do ilustre Fernando Pessoa, e agradecendo a quem o apresentou (o poema) para mim.

"Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!"




* homem: tendo significado de Ser humano.

F.

domingo, 18 de julho de 2010

Simples. Ou não, pode ser complexo demais

"Tudo isso dói, mas eu sei que passa, que se está sendo assim é porque deve ser assim, e virá outro ciclo, depois. Para me dar força, escrevi no espelho do meu quarto: "Tá certo que o sonho acabou, mas também não precisa virar pesadelo, não é?" É o que estou tentando vivenciar.
Certo, muitas ilusões dançaram - mas eu me recuso a descrer absolutamente de tudo, eu faço força para manter algumas esperanças acesas, como velas. Também não quero dramatizar e fazer dos problemas reais monstros insolúveis, becos-sem-saída.
Nada é muito terrível. Só viver, não é?
A barra mesmo é ter que estar vivo e ter que desdobrar, batalhar um jeito qualquer de ficar numa boa. O meu tem sido olhar pra dentro, devagar, ter muito cuidado com cada palavra, com cada movimento, com cada coisa que me ligue ao de fora. Até que os dois ritmos naturalmente se encaixem outra vez e passem a fluir.
Porque não estou fluindo."

Do meu querido Caio (Fernando Abreu), que descreve o simples de forma incrível, descreve como se fosse sobre mim e no fundo é.. é sobre todos nós!

F.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Vazio

Não ter quem abraçar numa tarde fria, não ter a voz confortante e sincera dizendo que vai ficar tudo bem quando as lágrimas escorrem sobre a face, não ter a mão suave que acaricia seus cabelos quando o cansaço é grande, não ter os braços abertos quando voltar de um longo tempo só, não ter os cuidados de alguém que vai curando as feridas depois de uma guerra consigo mesmo - guerra essa, convenhamos, que não há como vencer ou sair ileso -, não ter o olhar sereno e pacificador do outro depois de tanto, eu ou você, errar. É esse vazio imenso que existe no meu peito, é essa tremenda falta que me consome incansável. Não é carência, não. É desejar profundamente ter o verdadeiro amor. Porque ser só, lhes garanto, é a pior forma de estar que possa existir neste e em outro mundo qualquer.
Então só peço, encarecidamente, que preze por quem lhe oferece todo amor, dentro de seus limites. E que ame de volta, de dentro pra fora, ame sem ter medo da mágoa futura, porque o melhor futuro está no presente melhor vivido e melhor amado. Não há a certeza do depois - mesmo que 2 minutos depois -, só do agora e este lhe pertence. Faça dele o mais amado momento, sempre.


F
.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

...

"Porque eu me imaginava mais forte. Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões, é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil."

da incrível Clarice Lispector


F.

terça-feira, 13 de julho de 2010

First second

"Can I say something here? When I first met your mother I fell for her right off the bat. And although she loved me back she married me, somehow I always knew I was never quite up to snuff. We muddle along get throught the years... But I've never doubted that if she ever met anyone she really fell, who made her realise what true love it is, she'd leave me like a shot. An how could I argue?"

[Trecho do filme Imagine Eu e Você]

Y.

domingo, 11 de julho de 2010

Se puder, sem medo

"Deixa em cima desta mesa a foto que eu gostava pr'eu pensar que o teu sorriso envelheceu comigo. Deixa eu ter a tua mão mais uma vez na minha pra que eu fotografe assim meu verdadeiro abrigo. Deixa a luz do quarto acesa, a porta entreaberta e o lençol amarrotado, mesmo que vazio. Deixa a toalha na mesa e a comida pronta. Só na minha voz não mexa, eu mesmo silencio. Deixa o coração falar o que eu calei um dia. Deixa a casa sem barulho achando que ainda é cedo. Deixa o nosso amor morrer sem graça e sem poesia. Deixa tudo como está e, se puder, sem medo. Deixa tudo que lembrar, eu finjo que esqueço. Deixa e quando não voltar eu finjo que não importa. Deixa eu ver se me recordo uma frase de efeito pra dizer te vendo ir fechando atrás da porta. Deixa o que não for urgente que eu ainda preciso. Deixa o meu olhar doente pousado na mesa. Deixa ali teu endereço, qualquer coisa, aviso. Deixa o que fingiu levar mas deixou de surpresa. Deixa eu chorar como nunca fui capaz contigo. Deixa eu enfrentar a insônia como gente grande. Deixa ao menos uma vez eu fingir que consigo... Se o adeus demora a dor no coração se expande. Deixa o disco na vitrola pr'eu pensar que é festa. Deixa a gaveta trancada pr'eu não ver tua ausência. Deixa a minha insanidade é tudo que me resta. Deixa eu por à prova toda minha resistência. Deixa eu confessar meu medo do claro e do escuro; deixa eu contar que era farsa minha voz tranquila. Deixa pendurada a calça de brim desbotado que como esse nosso amor ao menor vento oscila. Deixa eu sonhar que você não tem nenhuma pressa. Deixa um último recado na casa vizinha. Deixa de sofisma e vamos ao que interessa. Deixa a dor que eu lhe causei agora é toda minha. Deixa tudo que eu não disse mas você sabia. Deixa o que você calou e eu tanto precisava. Deixa o que era inexistente e eu pensei que havia. Deixa tudo o que eu pedia mas pensei que dava."

Oswaldo Montenegro, Um verdadeiro gênio.

Y.

sábado, 10 de julho de 2010

Afeto demonstrado, embora carta nunca entregue - até hoje.



Toda as vezes que caí, falhei, errei, sofri, sorri, consegui, venci, acertei, lutei, amei, chorei, morri, ressucitei, perdi, ganhei, entre outras milhões de situações... você esteve comigo. Em todo momento pedi muito de você, muito mais até do que deveria ou poderia e mesmo assim nunca me negastes nada! Passei por muitas situações dolorosas nesses últimos meses, me senti um completo fracasso, me fiz infeliz quando poderia ter feito o contrário e você continuou a me amar. Mesmo quando magoei você, quando lhe tratei de forma fria - convenhamos que bastante errada de tratar pessoa tão especial e incrível que és - não me largou no vazio das minhas incertezas e estúpidez. Você é a melhor amiga, o anjo da guarda, a irmã, a mãe, a filha, a prima, a parceira! Não desistiu de mim mesmo quando eu o fiz e nada nesse mundo vai destruir elo tão forte que construí contigo, ao longo dos dias, das horas, dos momentos - grandes ou pequenos - que ao teu lado passei. "Always" - Palavra nossa, toda nossa (mesmo pertendendo a outras milhões de pessoas), sempre que a escuto, a leio é em você que penso, é sua imagem sempre me sorrindo que ilumina meus olhos e me ajuda a seguir. Tu és benção de Deus em minha vida, e O agradeço todo o tempo por ti ter. Só te agradeço, te apoio, te amo! Tou contigo sempre, em todo e qualquer momento - mesmo que besta, segundo os olhos de qualquer um. Você é o meu eu que mais parece com aquilo que sou, ou com aquilo que tanto almejo ser.

Com todo amor para a minha irmã (Yanka)!



- Fevereiro de 2010.

F.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Saudade

Tornou-se necessário sua presença em minha vida. Mesmo que não conversasse com você todos os dias, bastava saber que estavas lá... sempre. E hoje tua ausência me causa angústia e sofrimento. Não ter mais teu colo, teus olhares, teus raros sorrisos, tuas bençãos concedidas em nome do Pai me bastava, me acalmava, me consolava, me guiava, me amava. Essa saudade que tanto tenta dominar meu peito cheio de feridas é grande demais e vez em quando até penso em me deixar domar, mas lembro que existe amor e por tanto amor existente me basta viver e amar-te. A morte dói muito em quem vive, mas não pode levar junto todo afeto que transborda deste coração tão jovem e tão sofrido. Te amo sempre, e sempre e me vem a certeza enorme de tal fato. Amor não cessa, não se esvai, não acaba, não morre.


E minhas pobres e poucas palavras são destinadas a ti, que pode então nunca ler, mas tem conhecimento, meu amado avô.


F.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Sem príncipes, sem castelos... só o Amor.

A tempestade passada já havia levado tudo que pudesse protegê-la de uma má força. Destruído seu castelo - ou coração, se assim quiserem chamar - não tinha idéia de como seguir em frente. Chegou a pensar muito e acabou por concluir que a vida não cansa, vai tirando aos poucos pedaços da gente. Só faltava agora levar seus braços, pernas, dedos... porque o que existia de espiritual, que é no fundo aquilo que realmente nos guarda, a vida já se encarregara de levar.
Passou muito tempo e todos os que gritavam aos quatro ventos que este tanto tempo poderia apagar tantas e doloridas feridas com toda certeza se enganaram, pois ainda sentia dor, tudo era amargo demais, fosse apenas a vontade contínua de vomitar. Era bem mais que isso, desejava ser vomitada de tanta amargura.
Um dia desses, num domingo de esperas qualquer quase não a reconheci. Aquela moça de olhos tão tristonhos e vazios estava sorrindo outra vez. Por conta da curiosidade, que nunca me faltou, perguntei-lhe que milagre acontecera para que todo aquele vazio fosse preenchido por luz novamente. Ela respondeu que um rapaz, sobre qual jamais tinha escutado falar, lhe disse: "Moça dos olhos tão mortos, do coração tão despedaçado, da boca tão calada, aprende que por mais que temporais levem o que amamos - e tanto, tanto - estes mesmos jamais saem de nós. Verdade que o tempo não cura tudo, o tempo cura nada. Mas este amor tão imenso que sentes por aquilo que de ti foi tirado ainda é teu, é dele. E é isso que tem de te fazer levantar, se encher de vida e seguir: A certeza do amor tão presente. O amor é eterno, porque nós o fazemos assim, porque é assim que deve ser. Moça, queria tanto que teus olhos transbordassem esperança! (...)". Disse também que encontrou naquele rapaz tudo que dela foi arrancado e que tem a certeza do amor jamais finito em si. Meus olhos encheram de lágrimas, era tão encantador ver aqueles olhos verdes vivos novamente. E aprendi que por mesmo que sejam longos os temporais, mesmo que estes pareçam eternos - se há amor verdadeiro - sempre há de existir também o mais belo amanhecer renovando a vida, assim como nasce todos os dias o mesmo Sol que nos aquece, todo os dias nasce a certeza que nos desperta para o verdadeiro amor.

Espero que isto ajude a quem precisa. Deus nos deu a certeza de que "O amor jamais acaba." em 1 Co 13:8. Sigam em Fé, em Esperança, em Verdade, em Amor.

F.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Falta

"Ontem gritei teu nome. Gritei como se você fosse ouvir. Sabe aqueles gritos que saem da alma num momento extremo de prazer humano na mente? Aquele prazer de quando as vozes se encaixam numa bela harmonia, da mesma forma que os corpos se encaixam na liberdade da escuridão. Gritei teu nome. Gritei de verdade. Foi daqueles gritos que ninguém consegue ouvir, só eu e talvez você. Muito talvez mesmo. Não foi João nem Maria. Foi aquele nome nosso. Daqueles que nós sabemos a importância que é ter o que é nosso. Não estou lamentando, estou apenas dizendo que lembro, que lembrei. Lembrar é um estremo momento de lucidez na memória. Não, não bebi. Não hoje, nem ontem. Faz isso. Continua botando tua mão no meu peito esquentando meu coração. Ta guardado. Quente. Bem cuidado. Dos nós, fazemos os laços. Esses, nossos, laços. Ontem foi um daqueles dias que, a vontade de te ver chega ao extremo, ultrapassa qualquer linha de mar. Daqueles que não existe onda. É, o tempo brincando com o dançar da areia (...) Essa distância que nos prende ainda mais. Gritei ontem e hoje, te espero. Isso é o que me basta de verdade. Você!"

Saudades, Volta.


Y.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

O amor nos dilacerando sempre!

“Não sei, até hoje não sei se o príncipe era um deles. Eu não podia saber, ele não falava. E, depois, ele não veio mais. Eu dava um cavalo branco para ele, uma espada, dava um castelo e bruxas para ele matar, dava todas essas coisas e mais as que ele pedisse, fazia com a areia, com o sal, com as folhas dos coqueiros, com as cascas dos cocos, até com a minha carne eu construía um cavalo branco para aquele príncipe. Mas ele não queria, acho que ele não queria, e eu não tive tempo de dizer que quando a gente precisa que alguém fique a gente constrói qualquer coisa, até um castelo.”

do grande Caio de sempre!

(Ps: Eu faria mesmo. Construíria qualquer coisa que quisesses da forma que fosse, construíria um castelo com minha própria carne se assim me pedistes, para te abrigar e te protejer todos os dias da eternidade, meu avo!)

F.

Você deve saber o que faz

Eu sempre digo que a mim só convém escrever bem quando meu coração assim não está. Esse é meu caso hoje: estou de coração partido e doente. Portanto, antes que eu e, junto comigo, tudo que sinto, exploda; resolvi despejar minha dor aqui, como é de costume.

Tudo bem que, talvez, eu tenha sido a culpada. Tudo bem que eu, talvez, tenha me exaltado e colocado o drama entre nós. Tudo bem que foi uma discussão (se é que assim podemos chamar) por besteira, mas, ainda assim, me dói. Tudo bem..? Não, não está tudo bem. Não comigo, pelo menos. Foi exaltação minha, eu sei. Talvez até coisa da minha cabeça, mas entende... Tenta lembrar de como você me tratou, do quão grosso você foi e como deve ter me deixado abismada. É de se entender que todos nós temos nossos dias de “contra”, mas eu nunca espero isso, não de você.

Olhando por esse lado, esse deve ser meu maior defeito: achar que você não erra, não machuca, não fere... Apesar de ter tido tantas provas claras disso! É normal. Por mais que eu seja tão orgulhosa quanto sou, não guardo rancores... Contigo não é diferente... Ah, logo contigo! Que eu amo tanto e devaneio de forma inexplicável. Mas é que na maioria dos casos, por assim eu ser, você é sempre tão carinhoso comigo, tão preocupado, tão do-meu-lado, que quando você vem com esse “oposto frio”, eu não te reconheço... Tola.

Vim aqui, não para lhe julgar (como talvez pareça), mas, acima de tudo para te pedir desculpas. Pedir perdão por tudo que eu disse e até pelo que pensei. Não queria dizer nada disso, não queria te ferir, apenas me preocupei com você... Penso mil coisas quando me deixas assim: Sem notícias. É errado se preocupar com quem a gente gosta, poxa? Mas, tudo bem...

Se você quiser, prometo parar. Mudar. Ser outra. Outra que não se preocupa, não te enche e, acima de tudo, não se dói. Assim, eu me livro dessa angustia e te livro, até, do peso na consciência (se é que esse existe). Tudo bem que assim não serei eu mesma, mas, por você, talvez, valha a pena.

Você não é nenhuma criança, deve saber o que faz. Mas, com certeza, não sabes o que me fazes sentir, agindo dessa maneira.

P.S: Não acredito ainda que escrevi tudo isso. Não acredito ainda que você conseguiu reduzir meu orgulho (tão presente em mim) a nada, a mero pó. Não acredito, enfim, que irás continuar a ser indiferente comigo; pois acredito veementemente em você e no amor que dizes sentir por mim.

Y.

domingo, 4 de julho de 2010

Apenas


''... Aprendi também que o amor é feito de liberdade.
É como ter, todos os dias, muitas outras opções
E ainda assim fazer a mesma livre escolha.''

como de costume, do Caio Fernando Abreu, para o mundo.

YF

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Amor não demonstrado I - E único.

Não que eu queira tudo aquilo de volta, mas me veio uma saudade enorme de você. E que isso acabe logo, porque me corroe lembrar de como eu estava feliz do seu lado. Eu sou feliz sim. Do meu jeito, claro, de um jeito que você sempre entendeu muito bem. É que tenho regredido, imagina eu, logo eu, tenho feito lista de sonhos, desenhado flores na parede do quarto e todas aquelas besteiras que eu sempre repudiei! Ah, por falar na saudade... tou esquecendo dela, pelo menos no momento, vou sair um pouco, tomar um café bem forte e depois voltar a riscar a parede do quarto.


(Bilhete escrito à muitos sentimentos atrás... 14 de Julho, 2009)

F.