Sabe aqueles dias que a gente acorda e se dá conta que tem acabado, pouco a pouco, com nossa própria vida? Ela passava por eles. Era o tipo de garota infeliz, sabe, mesmo com risos, eram passageiros e o pior é que ela acreditava que o mundo estava contra ela, que era questão de sorte (ou azar), ou que já tinha sido tão feliz um dia e toda essa amargura era apenas o troco - merecido, segundo ela mesma. Ao passar por aqueles dias, depois de pensar bastante sobre os caminhos que estava percorrendo se tocou que não era falta de sorte ou qualquer outra coisa que ela julgava ser, eram apenas escolhas erradas sendo feitas: tinha se afastado de todos que ela amava e que retribuiam todo amor, verdadeiramente; não existia mais amor próprio, cara! Ela, depois de odiar-se profundamente, estava tornando-se indiferente para consigo mesma. E, convenhamos, não se amando a gente acaba caindo num abismo escuro, cheio de solidão e mágoa.
E, devem estar se perguntando, depois de perceber-se caindo em tal abismo não há mais volta? Então lhes digo que HÁ! Ela descobriu que, por tanto amor agora existindo nela e dentro dela, podia voar, podia limpar toda sujeira dentro do coração... podia ser amada por completo e podia então SER alegre por completo.
É sempre questão de escolha, como Caio (nosso querido Fernando Abreu) nos disse: Olhe os caminhos e o que tiver mais coração siga!
F.
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