terça-feira, 25 de maio de 2010
Socorro, gritamos, é preciso + (muito mais) Amor!
Todo o tempo, em todo lugar, há pessoas que procuram a solução pro nosso mundo, um metódo para conscientizar essa geração de insanos e insaciáveis que buscam sempre mais ódio e terror. Poucos conseguem enxergar onde está o pote de ouro ao fim do arco-íres, poucos conseguem notar que não está na ciência, no cerébro de grandes gênios, ou em construções monumentais e indestrutíveis a cura! Está bem aqui, em nós. Todo e qualquer um tem maldade em si, mas também há bondade e lá está a solução que procuramos incansavelmente neste oco que habitamos, quando na verdade a solução encontra-se em nossos corações... é falta de Amor que causa tantas guerras, massacres, loucos, vícios, e etc. Precisamos de + (muito mais) Amor: amor ao próximo, amor próprio, amor a natureza, amor a vida, amor ao amor. PAREM! Parem então de negar entregar carinho e afeto. PAREM! Parem de sentir medo de entregar-se profundamente ao desconhecido. É necessário + luz, + vida, + paz, + afeto, + verdade, + caráter e - ódio, - indiferença. PAREM então de fingir não notar o outro (seu irmão perante Deus e este mundo) quando lhes pedem ajuda na rua, PAREM de fingir não ouvir um grito de socorro vindo de olhos tristes e solitários daquela criança largada ao vazio, PAREM de fingir que são superiores, porque meus queridos, não existe superioridade nos cegos que enxergam apenas seu mundo, nos surdos que escutam apenas elogios, no mudos que falam apenas com quem considera bom o suficiente para merecer lhe ouvir. PAREM de pensar apenas em futilidades, PAREM de falar e (querer) acreditar que não pode ajudar nosso mundo à curar-se de todo veneno soltado por nós mesmos, PAREM de não ter esperança e fé, PAREM de sentir nojo do outro porque ele está com um odor ruim sem ao menos procurar saber se ele teve a chance de limpar-se naquela semana e nem procurar saber se sua alma está limpa, PAREM de odiar aqueles que você não conhece apenas pela tonalidade de sua pele, PAREM de fingir que não há um idoso querendo atrevessar a faixa de pedestre quando você está passando com seu carro novo e conversível, PAREM de encher-se e encher ao outro também de pessimismo e ilusão, porque é de realismo e otimismos que o mundo precisa.
Então lhes pedimos encarecidamente que hoje parem de doar indiferença, ao invés de Amor, sejamos felizes SIM, mas procuremos fazer ao outro feliz também, principalmente aqueles que necessitam mais do que nós de alimento, roupa, aquecimento, e VIDA.
Gritamos incansavelmente: - SOCORRO! É PRECISO +, MUITÍSSIMO MAIS, AMOR!
F.
A voz do silêncio
Pior do que a voz que cala, é um silêncio que fala. Simples, rápido! E quanta força! Imediatamente me veio à cabeça situações em que o silêncio me disse verdades terríveis, pois você sabe, o silêncio não é dado a amenidades. Um telefone mudo. Um e-mail que não chega. Um encontro onde nenhum dos dois abre a boca. Silêncios que falam sobre desinteresse, esquecimento, recusas.
Quantas coisas são ditas na quietude, depois de uma discussão. O perdão não vem, nem um beijo, nem uma gargalhada para acabar com o clima de tensão.
Só ele permanece imutável, o silêncio, a ante-sala do fim.
É mil vezes preferível uma voz que diga coisas que a gente não quer ouvir, pois ao menos as palavras que são ditas indicam uma tentativa de entendimento.
Cordas vocais em funcionamento articulam argumentos, expõem suas queixas, jogam limpo. Já o silêncio arquiteta planos que não são compartilhados. Quando nada é dito, nada fica combinado.
Quantas vezes, numa discussão histérica, ouvimos um dos dois gritar: "Diz alguma coisa, mas não fica aí parado me olhando!"
É o silêncio de um, mandando más notícias para o desespero do outro.
É claro que há muitas situações em que o silêncio é bem-vindo. Para um cara que trabalha com uma britadeira na rua, o silêncio é um bálsamo. Para a professora de uma creche, o silêncio é um presente. Para os seguranças de um show de rock, o silêncio é um sonho.
Mesmo no amor, quando a relação é sólida e madura, o silêncio a dois não incomoda, pois é o silêncio da paz.
O único silêncio que perturba, é aquele que fala. E fala alto.
É quando ninguém bate à nossa porta, não há emails na caixa de entrada, não há recados na secretária eletrônica... E mesmo assim, você entende a mensagem.
Quantas coisas são ditas na quietude, depois de uma discussão. O perdão não vem, nem um beijo, nem uma gargalhada para acabar com o clima de tensão.
Só ele permanece imutável, o silêncio, a ante-sala do fim.
É mil vezes preferível uma voz que diga coisas que a gente não quer ouvir, pois ao menos as palavras que são ditas indicam uma tentativa de entendimento.
Cordas vocais em funcionamento articulam argumentos, expõem suas queixas, jogam limpo. Já o silêncio arquiteta planos que não são compartilhados. Quando nada é dito, nada fica combinado.
Quantas vezes, numa discussão histérica, ouvimos um dos dois gritar: "Diz alguma coisa, mas não fica aí parado me olhando!"
É o silêncio de um, mandando más notícias para o desespero do outro.
É claro que há muitas situações em que o silêncio é bem-vindo. Para um cara que trabalha com uma britadeira na rua, o silêncio é um bálsamo. Para a professora de uma creche, o silêncio é um presente. Para os seguranças de um show de rock, o silêncio é um sonho.
Mesmo no amor, quando a relação é sólida e madura, o silêncio a dois não incomoda, pois é o silêncio da paz.
O único silêncio que perturba, é aquele que fala. E fala alto.
É quando ninguém bate à nossa porta, não há emails na caixa de entrada, não há recados na secretária eletrônica... E mesmo assim, você entende a mensagem.
Y.
sábado, 22 de maio de 2010
Metade
"(...) Você vê? as pedras parecem luas também. Ou estrelas, ele diz. Chão de estrelas. Vamos pisar nos astros distraídos? Ele ri. Nesse segundo cheio de riso alguma coisa se adensa. Nossos pés pisam em pedras. Mas por cima dos sapatos, sinto que são frias e duras, e sei que seu significado está em nós, não nelas. Uma vontade que a manhã não venha nunca. Vai voltar a grande busca. As noites vazias. Amargura de estar esperando. Repetir mil vezes: não quero esperar. E a certeza de que esse não querer já traz implícitas as longas caminhadas, o olhar devassando os bares, a náusea, os olhares alheios, a procura, a procura: seus ombros largos, um jeito de quem pisa mesmo em luas, não em pedras.
As sombras se projetam alongadas na praia deserta. Rumor de carros e faróis que devassam a noite sem achar. Pára de súbito, o corpo ferido por um sentimento indefinível. Precisa falar, precisa dizer.
Afinal, não foi para enfiar pérolas que você me trouxe aqui: eu digo. Ele está a meu lado. Então me olha sério, por um instante abalado, depois ri e diz: desista. Positivamente o cinismo não fica bem em você. E se com essa citação só quer mostrar que já leu Sartre, eu também já li. Por que feri? Por que feriu? Por que estamos dizendo coisas que não sentimos nem queremos?
'Um menino assustado querendo mascarar o medo com a agressividade. Um menino. Curvo-me para ele. Tão esguio que meus braços o rodeariam por completo. Por um instante ele ficaria inteiro preso dentro dos meus limites.'
O rosto dele próximo do meu. Mais adivinho do que vejo o verde dos olhos deslizando pelas órbitas. A sua mão toca no meu ombro, sobe pelo pescoço, me alcança a face, brinca com a orelha, alcança os cabelos. O seu corpo cola-se ao meu. A sua boca vem baixando devagar, vencendo barreiras, colando-se à minha, de leve, tão de leve que receio um movimento, um suspiro, um gesto, mesmo um pensamento. Estou em branco como a noite. Ele me abraça. Ele está perto.
Ergue o braço lentamente, afunda as mãos nos cabelos de outro. E de súbito um vento mais frio os faz encolherem-se juntos, unidos no mesmo abraço, na mesma espera desfeita, no mesmo medo. Na mesma margem."
As sombras se projetam alongadas na praia deserta. Rumor de carros e faróis que devassam a noite sem achar. Pára de súbito, o corpo ferido por um sentimento indefinível. Precisa falar, precisa dizer.
Afinal, não foi para enfiar pérolas que você me trouxe aqui: eu digo. Ele está a meu lado. Então me olha sério, por um instante abalado, depois ri e diz: desista. Positivamente o cinismo não fica bem em você. E se com essa citação só quer mostrar que já leu Sartre, eu também já li. Por que feri? Por que feriu? Por que estamos dizendo coisas que não sentimos nem queremos?
'Um menino assustado querendo mascarar o medo com a agressividade. Um menino. Curvo-me para ele. Tão esguio que meus braços o rodeariam por completo. Por um instante ele ficaria inteiro preso dentro dos meus limites.'
O rosto dele próximo do meu. Mais adivinho do que vejo o verde dos olhos deslizando pelas órbitas. A sua mão toca no meu ombro, sobe pelo pescoço, me alcança a face, brinca com a orelha, alcança os cabelos. O seu corpo cola-se ao meu. A sua boca vem baixando devagar, vencendo barreiras, colando-se à minha, de leve, tão de leve que receio um movimento, um suspiro, um gesto, mesmo um pensamento. Estou em branco como a noite. Ele me abraça. Ele está perto.
Ergue o braço lentamente, afunda as mãos nos cabelos de outro. E de súbito um vento mais frio os faz encolherem-se juntos, unidos no mesmo abraço, na mesma espera desfeita, no mesmo medo. Na mesma margem."
YF.
Florecer
Ele é incrivel e indiscutivelmente luz para os olhos dela, seu sorriso a encanta de forma explendora. Quando ele fala aos ouvidos dela é como a mais bela música tocada por um violino, ele é tão multicolorido quanto os sonhos e desejos dela. Ela deseja cuidá-lo, e quer também amá-lo em alma e corpo, e explicação não há. O coração dela incendeia ao abraçá-lo, ela flutua em plumas brancas e calmas só em imaginar-se ao lado dele. Todo amor incondicional não é desfeito, embora tal sentimento só tenha florecido dentro do coração dela, porque ainda há esperança de que tanto afeto, ou parte dele, possa encantar e encontrar o coração de seu amado e assim haverá a chance de flutuarem juntos sobre plumas brancas de amor, ao som de uma linda música tocada por um violin(d)o.
De um profundo e longo silêncio nasce o pedido dela para que ele a tenha nele. Não há resposta a ser dita, ela estava falando só.
Mas ainda há esperança, e creiamos também que de tanto querer e amar acaba-se por conquistar e fazer florecer amor dentro do outro. Creiamos então, e saibamos que o amor pode e torna tudo possível!
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Você vai acabar sem amor
Teu maior medo é ficar sem amor, e no entanto, é assim que tem vivido. Nega o amor que tentam te dar por medo de perdê-lo. Medroso, confuso, perdido no mar de mentiras que criou para se enganar. Nunca vi ninguém se enganar tanto como você. E consegue enganar aos outros também, tão fáceis e manipuláveis que são. Você precisa dos outros, teme críticas, preza opiniões dos inúteis e dispensáveis, que mantém à sua volta só porque precisa ser louvado o tempo todo. Cuidado com o louvor, meu querido.
Cuidado com as mentiras, porque elas cairão todas de uma vez na tua cabeça, te esmagando, te sufocando, te matando, e você não terá para onde fugir, para onde olhar, para quem gritar, porque os fracos nunca permanecem quando o céu desaba. E não adiantará olhar para cima. O céu está vazio. O céu não aceita mentiras, não aceita arrependimento temporário. O céu está vazio para você.
Então me escuta, não foge de si mesmo, não foge da tua alma, da tua essência que te faz ter o poder sobre os fracos. De nada serve ter poder sobre os fracos se não consegue controlar a si mesmo. Pára, e olha para a sua vida, olha para o que queria quando teu sangue era quente, quando fervia nas tuas veias. Pára! Pensa no que te faz respirar, no que te fez criar as manhãs mais líricas da tua vida. Pára de gelar teu sangue, pára de cortar a tua circulação, pára de se matar aos poucos com essa mediocridade que te cerca.
Coragem, meu querido, você só precisa de coragem, só precisa levantar a cabeça e não ter medo do fracasso, não ter medo de voar, de se atirar no poço mesmo sem saber o que te espera no fundo.
Explode, meu querido, brilha e depois apaga, mas brilha, por favor, faz. Talvez assim encontre o amor que tanto quer, que tanto almeja, que tanto te atormenta quando se permite lampejos de lucidez insana. Não haverá fim, não haverá paz, só cinzas e solidão e vazio até que você faça. Então faz. Faz agora. Abre os olhos enquanto dá, antes que seja tão tarde que a única coisa que te restará serão memórias no futuro pretérito...
Y.
Cuidado com as mentiras, porque elas cairão todas de uma vez na tua cabeça, te esmagando, te sufocando, te matando, e você não terá para onde fugir, para onde olhar, para quem gritar, porque os fracos nunca permanecem quando o céu desaba. E não adiantará olhar para cima. O céu está vazio. O céu não aceita mentiras, não aceita arrependimento temporário. O céu está vazio para você.
Então me escuta, não foge de si mesmo, não foge da tua alma, da tua essência que te faz ter o poder sobre os fracos. De nada serve ter poder sobre os fracos se não consegue controlar a si mesmo. Pára, e olha para a sua vida, olha para o que queria quando teu sangue era quente, quando fervia nas tuas veias. Pára! Pensa no que te faz respirar, no que te fez criar as manhãs mais líricas da tua vida. Pára de gelar teu sangue, pára de cortar a tua circulação, pára de se matar aos poucos com essa mediocridade que te cerca.
Coragem, meu querido, você só precisa de coragem, só precisa levantar a cabeça e não ter medo do fracasso, não ter medo de voar, de se atirar no poço mesmo sem saber o que te espera no fundo.
Explode, meu querido, brilha e depois apaga, mas brilha, por favor, faz. Talvez assim encontre o amor que tanto quer, que tanto almeja, que tanto te atormenta quando se permite lampejos de lucidez insana. Não haverá fim, não haverá paz, só cinzas e solidão e vazio até que você faça. Então faz. Faz agora. Abre os olhos enquanto dá, antes que seja tão tarde que a única coisa que te restará serão memórias no futuro pretérito...
Y.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Escolha
Sabe aqueles dias que a gente acorda e se dá conta que tem acabado, pouco a pouco, com nossa própria vida? Ela passava por eles. Era o tipo de garota infeliz, sabe, mesmo com risos, eram passageiros e o pior é que ela acreditava que o mundo estava contra ela, que era questão de sorte (ou azar), ou que já tinha sido tão feliz um dia e toda essa amargura era apenas o troco - merecido, segundo ela mesma. Ao passar por aqueles dias, depois de pensar bastante sobre os caminhos que estava percorrendo se tocou que não era falta de sorte ou qualquer outra coisa que ela julgava ser, eram apenas escolhas erradas sendo feitas: tinha se afastado de todos que ela amava e que retribuiam todo amor, verdadeiramente; não existia mais amor próprio, cara! Ela, depois de odiar-se profundamente, estava tornando-se indiferente para consigo mesma. E, convenhamos, não se amando a gente acaba caindo num abismo escuro, cheio de solidão e mágoa.
E, devem estar se perguntando, depois de perceber-se caindo em tal abismo não há mais volta? Então lhes digo que HÁ! Ela descobriu que, por tanto amor agora existindo nela e dentro dela, podia voar, podia limpar toda sujeira dentro do coração... podia ser amada por completo e podia então SER alegre por completo.
É sempre questão de escolha, como Caio (nosso querido Fernando Abreu) nos disse: Olhe os caminhos e o que tiver mais coração siga!
F.
E, devem estar se perguntando, depois de perceber-se caindo em tal abismo não há mais volta? Então lhes digo que HÁ! Ela descobriu que, por tanto amor agora existindo nela e dentro dela, podia voar, podia limpar toda sujeira dentro do coração... podia ser amada por completo e podia então SER alegre por completo.
É sempre questão de escolha, como Caio (nosso querido Fernando Abreu) nos disse: Olhe os caminhos e o que tiver mais coração siga!
F.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Vontade de você, de nós
"O cheiro dele era tão bom nas mãos dela quando ela ia deitar, sem ele. O cheiro dela era tão bom nas mãos dele quando ele ia deitar, sem ela. O corpo dela se amoldava tão bem ao dele, quando dançavam. Ele gostava quando ela passava óleo nas suas costas. Ela gostava quando, depois de muito tempo calada, ele pegava no seu queixo perguntando — o que foi, guria? Ele gostava quando ela dizia sabe, nunca tive um papo com outro cara assim quem nem tenho com você. Ela gostava quando ele dizia gozado, você parece uma pessoa que eu conheço há muito tempo. E de quando ele falava calma, você tá tensa, vem cá, e a abraçava e a fazia deitar a cabeça no ombro dele para olhar longe, no horizonte do mar, até que tudo passasse, e tudo passava assim desse jeito. Ele gostava quando ela passava as mãos no cabelo da nuca dele, aqueles meio crespos, e dizia bobo, você não passa de um menino bobo"
De Caio Fernando, pra você, meu amor
Y.
De Caio Fernando, pra você, meu amor
Y.
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